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ITÁLIA - Dia 06: Siena - Orvieto

Deixamos o hotel nos arredores de Siena e seguimos diretamente para o centro da cidade. Precisávamos de uma lavanderia e, embora nossos planos não incluíssem cidades "grandes", Siena seria nossa exceção. No hotel nos informaram que não havia muitas opções de lavanderia, mas uma no coração do centro antigo seria nossa solução perfeita. Enquanto a roupa rodaria nas máquinas, nos rodaríamos por Siena!

Programamos o GPS para um dos grandes estacionamentos da cidade. Mas não tivemos muito êxito. O GPS nos mandava dar voltas e voltas e não chegávamos nunca. Rodamos um bocado perdidos, temendo acaber enfiados na muvuca de ruas estreitas. Em determinado ponto decidimos seguir as placas que indicavam um Parking e chegamos a um bastante central, junto ao estádio de futebol. Demoramos pra achar uma vaga dentro do estacionamento, mas enfim achamos um lugar. Ufa! Pegamos nossas sacolinhas com roupa suja, carrinho do bebê, máquina fotográfica, mais uma bolsa de tranqueiras (tipo, fraldas, carteiras, água, etc) e deixamos o carro carregado no estacionamento.

Tivemos que pedir informação pra nos localizarmos, mas como em todas as cidades, encontramos um Uffici  Informazione (Centro de Informações Turísticas) bem perto, onde conseguimos um mapinha e a indicação de quais ruas percorrer até chegar na famosa Piazza del Campo, exatamente onde acontecem as tradicionais corridas de palio. Percorremos algumas ruelas, semelhantes a dos vilarejos dos últimos dias, ruas estreitas, com a diferença de que em Siena algumas ruas tem um certo movimento de veículos, taxis e muuitos turistas. E eis que entre a estreiteza, surge o a grande piazza em forma de meia lua e inclinada, com a prefeitura construída no século XIV e o campanário.



A lavanderia era muito próxima, então resolvemos fazer como a população local: colocamos a roupa pra lavar e saímos de lá - eles devem ir pra casa, mas nós iríamos ganhar a cidade. Percorremos os arredores da piaza, visitamos externamente o que se podia ver - calor demais, que tal mais um sorvetinho sentados à sombra no chão como muita gente por ali, imaginando como a corrida de cavalos acontece naquele lugar?
Percebemos que Siena era a maior cidade que visitaríamos nessa viagem (La Spezia não conta), mas seu centro antigo não é tão grande assim. Siena preserva praticamente toda muralha medieval, que é bastante longa. Na foto acima podemos ver o Duomo logo atrás dos prédios da piaza.


 O duomo de Siena (do século XII) é lindíssimo! Bastante difícil conseguir uma foto que pegue a totalidade, pois a piazza del duomo não dá muito ângulo, por ser pequena na frente. A fachada de uma riqueza de detalhes esculpidos em mármores de cores diferentes, as esculturas, os mosaicos... (incrível!) finalizada em 1380!
Detalhe da fachada do duomo
Descobrimos que para visitá-la internamente era preciso pagar. Existe um bilhete combinado que dá direito a entrar em vários monumentos que acaba saindo bem mais em conta. Antes de entrar no duomo, corremos pra tirar a roupa da máquina de lavar e colocar na secadora. Programamos o tempo com moedinhas e continuamos a visita. Se por fora a catedral é linda, imagine por dentro:


É uma riqueza de detalhes imensa. Pinturas, mosaicos, esculturas, pelo teto, pelas paredes e pelos chão. Aliás, você não sabe pra onde olhar: o chão contém dezenas de painéis ilustrados - impressionantes. O púlpito é indescritível.
Pequeno detalhe do piso
 Como se não bastasse, encontramos lá dentro a pequena porta que dá acesso a Biblioteca Piccolomini. É "apenas" uma sala, mas com uma grande quantidade de afrescos de cores super vivas com detalhes impensáveis. Ali estão diversos livros enormes, na realidade hinários, em que se pode ver as anotações de canto gregoriano com suas iluminuras. É preciso falar sobre as esculturas que tem lá?


Dali fomos buscar a roupa já seca, apressados, e fomos visitar o batistério, que tem uma entrada por outra piazza.

O batistério recebe todos os mesmos adjetivos superlativos da catedral e da biblioteca. Fan-tás-ti-co! Deixamos o batistério e nos dirigimos para o museu ali ao lado. Nosso interesse maior era chegar ao mirante, mas para isso era preciso subir muitas escadas pelo museu. Para nossa decepção, a quantidade de escadas era muita e o acesso até o mirante estreito, o que impossibilitava visitarmos com o carrinho e todas nossas sacolas. Uma moça da segurança disse que poderíamos deixar o carrinho num canto do hall de entrada, mas não havia nenhuma segurança ou vigilância - e deixar apenas o carrinho significaria carregar muita coisa além do nosso filho. Decidimos nos revezar. Enquanto Aline ficou com Joaquim e os badulaques, subi rapidamente sem praticamente ver nada no museu. Chegando na entrada do mirante, descobri que o acesso é controlado, subindo-se apenas em grupos de 30 pessoas e só subia o próximo grupo quando o grupo anterior todo descesse. Fiquei esperando uns 25 minutos - sem ter 100% de certeza se eu subiria na próxima leva. Por fim consegui e o acesso é realmente por corredores apertadinhos e escadas em caracol estreitas. Chegando lá em cima entendi o porquê da limitação de público. O espaço é estreito e quase não é possível circular por ali. A vista é incrível, se vê longe no horizonte e sobre toda Siena. Não fiquei mais que uns 10 minutos e comecei a descer. Encontrei Aline e Joaquim, e por fim ela desistiu de subir tanta escada. O cansaço de uma viagem faz a gente abrir mão de visitas. Estimamos que levaria mais cerca de 1 hora para era chegar lá no alto.
Comemos uma pizza com coca-cola, a coisa mais prática e barata que encontramos por ali e seguimos nossa viagem, pois o dia ainda não estava nem perto de chegar ao fim.

Piazza del Campo vista do alto do mirante
Até Orvieto, na região da Úmbria, percorremos cerca de 130km, seguindo um trecho por onde já havíamos passado no dia anterior. Estávamos ansiosos pra chegar em Orvieto pela beleza da cidade mas também pra ficar no hotel, na realidade um B&B - Bed & Breakfast, a Casa Selita, que ficava na encosta da colina, fora dos muros de Orvieto. Um casal transformou sua casa numa acolhedora pousada de onde podíamos subir a pé até a cidade e deixar nosso carro bem próximo a nosso quarto (como isso facilita pra descarregar malas e sacolas sem fim!). Ali ficamos por duas noites ao preço de 80 euros (berço, café e estacionamento). O proprietário nos recebeu calorosamente, nos forneceu um mapa da cidade e deu várias dicas turísticas e sugestões de lugares para comer. A recepção foi ótima, como se sonha ser recepcionado num B&B!
Uma parte da Casa Selita. Lá no alto aparece um pouco de Orvieto.
Casa Selita vista desde o alto de Orvieto. Nosso carro é o azul. 
Após nos instalarmos, subimos a ladeira e fomos desbravar a encantadora Orvieto e seguir as sugestões de nosso anfitrião. Fim de tarde, sol se pondo, foi paixão a primeira vista com a cidade. Encontramos uma loja de bonecos de madeira aberta, foi muito mágico. Combina bem com a Itália... que o diga Pinóquio...


Em Orvieto viajamos no tempo.  Murada, no alto de uma colina, ruelas estreitas... poderia ser a descrição de inúmeras cidades italianas. Mas Orvieto tem algo a mais. Decidimos que um dia ainda moraremos por ali...
Várias esculturas de madeira em relevo ornamentam as ruas da cidade.


De repente, olhando pro lado numa rua, surge o duomo fantástico dourado pelo sol.

O comércio foi fechando e por fim não tínhamos mais muitas opções onde comprar algo pra comer na pousada. Encontramos um lugarzinho muito pitoresco onde uma senhora nos atendeu com muita simpatia e preparou demoradamente uns sanduíches para levarmos. Quando comemos os sanduíches nos decepcionamos muito, pois era só pão com presunto, sem nada a mais, muito seco e sem graça que nem de perto valia o preço pago. Mas a interação com a senhorinha foi muito agradável e as tentativas de comunicação divertidas.

Fomos descansar em nossa "casa de campo". No outro dia seria a vez de Civita di Bagnoregio.

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